Adepará redobra atenção no trânsito de frutas que abastece a Ceasa

   Pará é líder na produção de diversas frutas, como laranja, abacaxi, maracujá, entre outros, segundo o relatório de atividades de 2013 das Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa). E o Brasil tem o Nordeste como maior produtor de frutas, inclusive o Pará importa da região. 

   Júlia Maia, fiscal do posto da Adepará, na Ceasa, diz que a preocupação é com frutas hospedeiras da praga Mosca da Carambola, tais como a goiaba, manga, laranja e tomate, as que mais entram no local, portanto, a atenção é redobrada, já que a Central de Abastecimento se encontra em território de risco. 
   Pra garantir o produto do consumidor com qualidade, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) fiscaliza a carga que entra na Ceasa, em que recebe os documentos: Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) e a Guia de Trânsito Vegetal (GTV).
 
 
Engenheira agrônoma, Júlia Maia, faz o controle de entrada e saída dos produtos vegetais
 
  A PTV garante a origem do produto que transita pelo Brasil, já a GTV é necessária para o produtor que comercializa pelo estado do Pará. Cujo objetivo é saber a origem da carga, pois com estes documentos mostram que o material tem qualidade, sem contaminação de pragas. A emissão da PTV custa R$ 22,00 e da Guia de Trânsito Vegetal R$ 11,78.
   O comerciante, Edileno da Costa, cumpre com as exigências da Adepará. Ele recebe cargas de frutas e verduras da Bahia, logo, distribui aos munícipios do Estado. Mas confessa ter muitas despesas. 
   Outro ponto importante é o uso correto de agrotóxico nos alimentos, mas de acordo com o gerente da Adepará, Luís Guamá, do setor de agrotóxico, o que é feito com relação aos agrotóxicos acontece nas propriedades rurais, sendo competência da Agência de Defesa fazer este controle, a partir do momento que o produto é aplicado, o comerciante não tem mais o que fazer como, por exemplo, eliminar o excesso de resíduo, pois é preciso realizar a análise laboratorial pra identificar. 
   Em parceria com a Ceasa, foi sugerido uma apresentação dentro da Central, ações da Adepará no Estado referente a comércio e uso do agrotóxico, para que eles, comerciantes, soubessem como acontecem as ocorrências no campo e os riscos que recebem das mercadorias.
 
                                                 Presidente e diretor técnico falam da importância do trabalho da Adepará, na Ceasa
 
  Na década de 70, a Ceasa fez parte da rede de comercialização de produtos alimentícios do Brasil, sendo projetada pra comercializar em torno de 80 mil toneladas por ano de hortifrutigranjeiros, hoje, comercializam 280 mil toneladas por ano, conforme o diretor técnico da Ceasa, Rosivaldo Batista. 
   A função da Ceasa é construir, instalar e administrar centrais de abastecimento e mercados destinados ao armazenamento, exposição e vendas de produtos hortigranjeiros e similares, por atacado e varejo. Já a Adepará ajuda na sanidade dos vegetais.
   “A Ceasa é um entreposto de abastecimento da nossa cidade. A Adepará faz a fiscalização, sempre protegendo a população com relação ao hortifrutigranjeiro. Assim, a população tem acesso ao hortifruti com qualidade”, ressalta o presidente da Ceasa, Carlos Augusto Barbosa.
 
Imagem ilustrativa da notícia.
 
Ascom/Adepará
Andréa Ferreira
 
 

Pará recebe reconhecimento internacional de livre de febre aftosa com vacinação

Imagem ilustrativa da notícia.Diretor Técnico Adepará, Ivaldo Santana; diretor geral Adepará, Sálvio Freire; coordenador nacional do PNEFA/Mapa, dr Plínio e o gerente  de Epidemiologia e Emergência Agropecuária , Glaucio Galindo (veterinário Adepará), recebendo o reconhecimento ao Pará, como estado 100% livre de febre aftosa com vacinação, em Paris, França, por ocasião do 82ª Assembléia da OIE.

 

Delegação brasileira reúne representantes do setor produtivo e do agronegócio do Pará e do nordeste brasileiro e participa da 82° Seção Geral da Assembléia Mundial de Delegados, promovida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que acontecerá no período de 25 a 30 de maio em Paris, na França. As regiões do Marajó, oeste do Pará e nordeste paraense recebem, no dia 28 de maio, a certificação internacional de área totalmente livre de febre aftosa com vacinação, juntamente com outros sete estados do nordeste, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.  Na ocasião, também será celebrado os 90 anos da organização, da qual o Brasil é membro fundador.

O evento, que reúne representantes de 178 países signatários, apresenta uma programação que discutirá assuntos de interesse mundial, a exemplo da adoção de resoluções acerca das principais doenças animais, principalmente as de maior impacto para o ser humano e para a economia mundial; as normas internacionais para o comércio de animais e seus produtos e a qualidade dos serviços veterinários. A pauta inclui ainda o debate em torno de temas técnicos sobre a situação sanitária mundial.

À assembléia geral da OIE, estarão presentes o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller; o governador do Estado do Pará, Simão Jatene; o diretor do Departamento de Saúde Animal (DAS/Mapa) e presidente da Comissão Regional da OIE, Guilherme Marques; o secretário de Estado de Agricultura, Andrei Gustavo Castro; o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Sálvio Freire; o ex diretor da Adepará e pecuarista, Mário Moreira; diretor técnico da Adepará, Ivaldo Santana;  veterinário da Adepará, Gláucio Galindo e entre outros, os representantes do setor produtivo privado, a exemplo do presidente da União Nacional da Indústria da Carne (Uniec), Francisco Victer e o presidente da Associação Brasileira dos exportadores de Carne, Gil Reis.

Em entrevista concedida à assessoria de comunicação do Mapa, a diretora substituta do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Denise Euclydes, considerou o momento importante, pois o Brasil terá uma nova zona reconhecida como livre de febre aftosa com vacinação, o que significa um avanço ao país, pois abrirá novas perspectivas para o comércio interno e externo de produtos pecuários.

A bovinocultura é um dos principais destaques do agronegócio brasileiro no cenário mundial. O Brasil é dono, segundo o Ministério da Agricultura, do segundo maior rebanho efetivo do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças, e desde 2004 assumiu a liderança das exportações com um quinto da carne comercializada internacionalmente e vendas em mais de 180 países.

O reconhecimento internacional abre mercado à economia paraense, pois a carne é o segundo produto na composição do Produto Interno Bruto (PIB) e a maioria dos nossos municípios paraenses tem a pecuária como sua principal atividade e a partir da certificação os animais poderão ser comercializados dentro e fora do estado.

 Segundo o pecuarista Mário Moreira, o reconhecimento internacional significa um avanço para a pecuária paraense, uma vez que o Pará possui o 5º maior rebanho do país e ocupa a  4ª posição em produção e exportação de carne. “Depois de muita luta, muito esforço, é gratificante ter a certeza de que teremos um futuro ainda mais promissor para o agronegócio e para a economia paraense”, declarou Moreira.

O Pará, mesmo com características peculiares ao Estado, que incluem o tamanho, a geografia e o fato de, por um longo período, possuir regiões com diferentes status sanitários, conseguiu cumprir etapas e garantir êxito em torno do objetivo de alcançar  a unidade de uma área totalmente livre de febre aftosa com vacinação. Tal êxito foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura, em agosto de 2013, ocasião que o estado conseguiu a certificação nacional de livre de febre aftosa com vacinação.

 “Agora vamos voltar para o estado do Pará com um certificado assinado pelo presidente da OIE, Vicent Vallat, que declara o estado 100% livre de febre aftosa com vacinação”, disse o pecuarista  Mário Moreira.

Ex diretor geral da Adepará, Mário Moreira, Francisco Victer, presidente da União Nacional da Indústria da Carne, Uniec e o secretário de Agricultura (Sagri), Andrei Gustavo Castro

 

Sálvio Freire confirmou que o reconhecimento internacional trará muitos benefícios para o setor. Além da abertura do mercado exportador da carne, o trânsito do boi em pé também terá redução de restrições, a exemplo do término do período quarentenário por ocasião do transporte do gado de uma região sanitária para outra até a chegada nos portos do Pará. Outro ítem que será beneficiado é o trânsito do gado paraense para outros estados brasileiros que já possuem a certificação de livre de febre aftosa, a exemplo de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins.

 Christina Hayne

 

 

Adepará capacita engenheiros agrônomos para emitir o Certificado Fitossanitário de Origem

Em 2013, o Pará comercializou mais de 5,5 mil toneladas de bananas para os estados do Tocantins, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia, principalmente dos municípios de Altamira (Distrito de Castelo dos Sonhos), Brejo Grande do Araguaia e Marabá. Visando aumentar a capacidade de exportação dos municípios paraenses produtores de banana, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) habilitou mais dez engenheiros agrônomos para emitir o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) das pragas *Moko da Bananeira, *Mosca Negra e *Sigatoka Negra, que atacam bananas e algumas plantas ornamentais (helicônias).
   A Gerência de Programas de Pragas de Importância Quarentenária (GPPIQ) da Adepará promove regulamente o curso para ‘Habilitação de Emissores de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO)’ para engenheiros agrônomos e florestais. Segundo a coordenadora do programa de Certificação Fitossanitária, Gleicilene Brasil, o objetivo foi à capacitação de profissionais para emitir o CFO e CFOC (Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado), documentos de certificação fitossanitário exigidos, que atestam a origem e a condição fitossanitária de plantas, partes de vegetais ou produto de origem vegetal.
   Adepará foi responsável pelo curso, realizado no mês de maio, no auditório da sede, tendo o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O evento contou com a participação das pesquisadoras da Embrapa, as fitopatologistas Alessandra Nakasone e Ruth Benchimol, que ministraram palestras de reconhecimento das pragas Moko Bananeira e Sigatoka Negra.
   Além das palestras, os participantes também fizeram o reconhecimento das pragas em campo e conheceram a legislação pertinente ao programa.
   De acordo com o coordenador do programa ‘Controle de Pragas Quarentenárias da Bananeira’, do órgão, Leônidas Castro, as medidas de controle devem ser feitas para evitar perda na produção e garantir a fitossanidade do plantio, fatores que provocam impacto econômico no estado do Pará.
   As medidas dividem-se em três partes: práticas agrícolas, práticas pós-colheita e medidas legislativas. A primeira parte do processo passa pela escolha do terreno; aquisição de mudas certificadas; poda fitossanitária; desbaste das touceiras; plantio de cultivares tolerantes (que convive com as doenças);   proteção dos cachos; corte do mangará (ponta superior da inflorescência da bananeira) ; limpeza do pomar assim como, monitoramento da praga e controle químico (produtos registrados no Mapa e Adepará). A segunda parte do processo refere-se a pós-colheita: despistilagem, despencamento e lavagem dos frutos. E, por fim, segundo o coordenador da Adepará, a terceira medida de defesa é o conhecimento das normas regidas através de legislação.

 Imagem ilustrativa da notícia.

 
Ascom/Adepará
Andréa Ferreira

Adepará avança no combate à mosca da carambola

 Com objetivo de resguardar a cadeia produtiva da fruticultura paraense e nacional, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará avança no combate à mosca da carambola – praga quarentenária Bactrocera carambolae que atinge principalmente frutas como manga, goiaba, acerola, caju, carambola, sapoti, jambo entre outras.

A ação de emergência implantada pela Adepará no município de Curralinho após detecção do foco da praga, em março passado, vem conseguindo conter o avanço da praga na localidade, segundo registrado pela Gerência de Defesa Vegetal (GEDV), na última segunda-feira (12).
Curralinho está localizada em região de risco, considerando o intenso fluxo de embarcações oriundos do estado do Amapá que, junto com Roraima, estão entre os estados brasileiros ainda reconhecidos, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com status sanitário de alto risco para a disseminação da mosca, conforme IN 59 de 18 de dezembro 2013, explicou Gabriela Polaro, titular da GEDV.
 
“Desde março deste ano, quando foi detectado o primeiro foco no município, intensificamos as ações de combate, com resultados positivos, como a principio, a redução no número de moscas obtendo desde o último dia 12 de maio alguns monitoramentos sem detecção da praga, e continuaremos nesse ritmo mantendo o trabalho aguerrido desenvolvido por profissionais com experiência nas ações de combate até a erradicação da praga”, frisou.
Baseado no Programa Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola, técnicos da defesa sanitária vegetal, Gerência de trânsito agropecuário e Educação sanitária da Adepará estão desenvolvendo, respectivamente, as atividades de combate; fiscalização do trânsito de frutas hospedeiras para controlar a entrada e a saída de produtos, e orientação acerca da praga, que é a principal barreira para a exportação das frutas brasileiras. “A mosca da carambola ovoposita os frutos que se transformam em larvas e danificam a fruta, perdendo a qualidade dos frutos. A praga não causa danos à saúde, sua restrição provém das exigências de acordos internacionais com países exportadores de frutas nacionais”, esclareceu Polaro.
 
A operação de emergência é realizada em parceria com a Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Pará (SFA/PA). “Após a notificação da praga, iniciaram as primeiras providências para implantação do plano Emergencial pela ADEPARA e SFA/PA, com o deslocamento de profissionais capacitados e envio do material, veículos e produtos necessários para o combate através da Gerência de Programa de Pragas Quarentenárias e Gerência Regional de Breves”, informou a coordenadora estadual do Programa de Erradicação da Mosca da Carambola, Clara Brandão.   
A equipe iniciou as ações de combate com o dimensionamento da área de trabalho, contratação de auxiliares de campo, preparo de equipe, adensamento das armadilhas, monitoramento diário das armadilhas, a coleta de frutos para quebrar o ciclo da praga, além da pulverização das plantas hospedeiras e lançamento de blocos (iscas tóxicas), entre outras, que contribuíram para diminuição da população de insetos, enumerou a coordenadora.
Em 2012, conforme Portaria SFA/PA nº 183 de 09 de novembro de 2012, a sede de Almeirim foi declarado pelo Ministério da Agricultura como área tampão da praga após três ciclos completos (378 dias). Os últimos focos então registrados foram no município de Monte Dourado, em 2007, sendo erradicada no ano seguinte, e em Almeirim, em junho de 2011.
 
Prevenção- Para fortalecer o trabalho preventivo desenvolvido em Curralinho pela Coordenadoria de Educação Sanitária (Cesco), a partir do próximo dia 21 será realizada uma programação educativa, em parceria com a Prefeitura, voltada a esclarecer os moradores sobre a mosca, a legislação sanitária e de que forma a população pode ajudar.
“Desde março, a Adepará vem realizando o trabalho de educação sanitária, com palestras nas escolas, reuniões com produtores e poder público local, abordagem nas casas, principalmente nas quais foram encontrados focos da mosca, além de abordagem na área portuária alertando os proprietários das embarcações sobre os riscos inerentes ao transporte de frutos potencialmente infestados”, relatou a fiscal agropecuária Gabriela Cunha.
 
A educação sanitária promove uma mudança de comportamento e de atitude das pessoas, pois esclarece a população sobre os aspectos legais, trânsito de frutos, danos econômicos e os problemas sociais gerados pela mosca da carambola, ressaltou a fiscal agropecuária. 
Entre as recomendações à população, o cuidado para não trazer fruto de hospedeiro do Estado do Amapá para o Pará, independente da quantidade; deixar as equipes de combate entrar nas casas, manter as crianças longe das armadilhas, entre outras. “É muito importante a parceria das instituições públicas e privadas e, principalmente da população, exercendo o papel de cidadão como multiplicadores da informação”, disse.
 
Portaria – Em abril, a Superintendência Federal no Pará proibiu a saída de frutas frescas de espécies hospedeiras da mosca da carambola, produzidas nos municípios onde ocorreram focos da praga, conforme Portaria SFA/PA nº 55 de 15 de maio de 2014, publicada no Diário Oficial da União, por conta do risco de disseminação para as outras cidades.
 
 
A portaria estabeleceu, ainda, a criação de duas áreas: área de quarentena e uma zona tampão. Ficando proibida a saída de frutos hospedeiros da área de quarentena compreendida pelos municípios de Belém, Gurupá, Chaves, Afuá, Breves, Portel, Melgaço, Oeiras do Pará, São Sebastião da Boa Vista, Bagre, Anajás, Muaná, Vigia, Colares, São Caetano de Odivelas, Cametá, Igarapé-Miri, Mocajuba, Limoeiro do Ajuru, Barcarena, Abaetetuba, Soure, Salvaterra, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari.
A saída das frutas hospedeiras da zona tampão somente é autorizada acompanhada de Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), ou de Guia de Trânsito Vegetal-(GTV) quando se tratar de trânsito interno, com a seguinte Declaração Adicional assinada pelo responsável pelo monitoramento: “Os frutos foram produzidos em locais sem ocorrência da praga Bactrocera carambolae“.
Conforme a portaria, as empresas de transporte aéreo, terrestre, marítimo ou fluvial poderão ser responsabilizadas pelo transporte de material hospedeiro, em caso de não cumprimento da determinação.
 
Imagem ilustrativa da notícia.
 
Claudiane Santiago – Ascom

OIE concede certificação internacional de livre febre aftosa ao Pará

  O Estado do Pará receberá da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), juntamente com outros sete estados brasileiros, o reconhecimento de área totalmente livre de febre aftosa, que confere a certificação internacional e será repassado ao Brasil e ao Pará, por meio de representantes dos governos federal e estadual durante a 82º assembleia geral da OIE. O evento acontece em Paris (França), de 28 a 30 de maio deste ano, ocasião que também serão celebrados os 90 anos do Brasil como membro fundador da organização internacional.

   Além do Pará, os estados de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará, Paraíba e Maranhão também serão contemplados com o reconhecimento internacional de 100% livre de febre aftosa, fato que contribuirá significativamente com a economia brasileira e a economia dos respectivos estados a partir do setor pecuarista.
   A busca pela mudança de status sanitário passou pela determinação de investimentos tanto do governo do estado do Pará, como do governo federal em torno das ações de defesa agropecuária e, de outro lado, pela conscientização dos pecuaristas do Pará. Juntos, produtores e técnicos da defesa agropecuária cumpriram as etapas exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Dessa forma, os municípios que integram as áreas II e III, Baixo Amazonas e Marajó tiveram suas propriedades reconhecidas como livre de febre aftosa.
 
  No Pará, apenas os 44 municípios do sul e sudeste, que fazem parte da área I possuem o reconhecimento nacional e internacional como livres de febre aftosa, portanto, somente propriedades rurais desses municípios podem comercializar nacionalmente e exportar o gado para regiões que já possuem a certificação.
   Esse cenário começou a mudar efetivamente em agosto de 2013, ocasião em que se consumou o reconhecimento nacional por meio do Ministério da Agricultura. A certificação nacional oficializada em cerimônia realizada no município de Paragominas contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, do governador Simão Jatene, da equipe de governo do setor produtivo, de Sálvio Freire e Mario Moreira, o atual e ex diretor da Adepará, respectivamente, e credenciou os demais municípios paraenses que integram as regiões nordeste, Baixo Amazonas e Marajó  a buscar o reconhecimento internacional. 
    No próximo dia 28 de maio, esses municípios, que agora apresentam o status sanitário como livre de febre aftosa, recebem o reconhecimento internacional de 187 países signatários da OIE.Segundo Mário Moreira, que esteve à frente da Adepará desde 2011,S o reconhecimento internacional significa um avanço para a pecuária paraense, uma vez que o Pará  possui o 5º maior rebanho do país e ocupa a  4ª posição em produção e exportação de carne. “Depois de muita luta, muito esforço, é gratificante ter a certeza de que teremos um futuro ainda mais promissor para o agronegócio e para a economia paraense”, declarou Mário Moreira. O pecuarista já confirmou presença no evento da OIE, na França.
   Para Mário Moreira o reconhecimento é consequência do resultado do trabalho executado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará, que buscou a mudança sanitária com o cumprimento de mais de 38 itens de exigências, entre os quais, a realização de inquéritos sorológicos; serviço veterinário de qualidade; vacinação com níveis de participação superior a 98% ; implantação de GTA (Guia de Trânsito Animal) eletrônica e on line, implantação do PCCR – Plano de Carreira, Cargos e Remuneração da Adepará e demais melhorias na logística de trabalho e investimentos nas ações de defesa da saúde animal.
     Em reunião com o governador Simão Jatene, no último dia 08, o ex diretor da Adepará teve a confirmação que o Pará estará representado na 82ª assembleia geral da OIE tanto pelo poder público como pelos representantes do setor produtivo, a exemplo da União Nacional dos Exportadores de Carne (Uniec) que integrará a comitiva brasileira, por meio de seu presidente, Francisco Victer.
    Sálvio Freire, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará, Adepará, também confirmou presença na comitiva brasileira que segue para França para  cerimônia de reconhecimento internacional pela OIE. Para o diretor, a certificação abrirá as portas do mercado para comercialização nacional e internacional do rebanho paraense, seus produtos e subprodutos, assim como aumentará a capacidade em favor do agronegócio das plantas frigoríficas das regiões  II e III e Marajó.
    Atualmente, segundo o diretor, a capacidade de abate dessas plantas frigoríficas é superior a 4 milhões de cabeças. Sálvio lembrou que o reconhecimento internacional trará muitos benefícios para o setor. Além da abertura do mercado exportador da carne,  frigoríficos localizados em municípios que integram as áreas II e III, a exemplo de  Castanhal, Mãe do Rio, Jacundá, Breu Branco, Santarém e outros, deixam de ter restrições sanitárias.
    O trânsito do boi em pé também terá redução de restrições, a exemplo do término do período quarentenário por ocasião do transporte do gado de uma região sanitária para outra até a chegada nos portos do Pará. Outro ítem que será beneficiado é o trânsito do gado paraense para outros estados brasileiros que já possuem a certificação de livre de febre aftosa, a exemplo de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins.
    Segundo o presidente da Uniec, o reconhecimento internacional de livre de febre aftosa em todo estado, não somente da região sul, que já era livre, vai tornar o Pará uma referência tratando-se de um estado fornecedor de produtos com qualidade. Victer ressaltou que essa certificação fortalecerá o mercado brasileiro que já possui referência como país importador e exportador de carne para o mundo. “Vamos ter mais oportunidades de negócios e mais clientes para o mercado paraense, que passará a ter uma carne mais valorizada e a matéria prima, que é o boi, mais credenciada!”, declarou Francisco Victer.
Com a certificação internacional a ser conferida pela OIE, o gado paraense e dos demais estados do nordeste brasileiro vão se igualar sanitariamente e economicamente aos bovinos dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
    Os dados da Adepará de 2013 confirmam que o efetivo bovino do Estado, que reúne as áreas I, II, e III e mais a Ilha do Marajó, já superou os 21 milhões de cabeças. Os 44 municípios que integram a área 1, por exemplo, somam juntos um efetivo bovino de 16.049.068 milhões de cabeças. Em relação a maio de 2013, o plantel cresceu aproximadamente 3% na referida região. Entre os municípios com potencial para pecuária que mais se destacam com relação ao quantitativo do bovino estão São Félix do Xingu (1), Marabá (2), Novo Repartimento (3) e Santana do Araguaia (4).
    A cada ano, a participação brasileira no comércio internacional vem crescendo, com destaque para a produção de carne bovina, e também a suína e de frango. Segundo o Ministério da Agricultura, até 2020 a expectativa é que a produção nacional de carnes suprirá 44,5% do mercado mundial. Já a carne de frango terá 48,1% das exportações mundiais e a participação da carne suína será de 14,2%.
    Mudança de hábito – Atenta às exigências do mercado internacional e a necessidade de uma produção social e ambientamente corretas, produtores paraenses vem trabalhando em favor da sustentabilidade do setor pecuarista. A mudança de hábito confirmou-se a partir da troca de um cenário passado de desmatamento para um presente de controle da sustentabilidade onde não se comunga  da destruição ambiental e não se compartilha de ações questionáveis pela sociedade sob o ponto de vista social, ambiental e sanitário.
    Para Francisco Victer, “na medida que conquista-se a qualidade socioambiental sanitária é possível avançar com projetos de aceleração e ampliação da produção, fato que segundo o presidente da Uniec, é muito importante. “Temos que ter qualidade para viabilizar o crescimento da produção. Com produtividade a partir de áreas já antropizadas, aumenta-se a qualidade de vida do trabalhador no campo, gera-se mais emprego e promove-se o fortalecimento da condição econômica do estado do Pará, que já possui referência na produção e no abastecimento dos mercados interno e externo”, declarou  Francisco Victer.
   Atualmente é possível afirmar que antigos métodos foram desconstruídos. Existe consenso em torno do não desmatamento e entendimento em aproveitar áreas já desmatadas e incorporá-las ao processo produtivo. O presidente da Uniec ressaltou esse novo momento, em que o setor agropecuário lança um novo olhar para a questão ambiental. “Estamos recuperando parcela significativa do que foi desmatado; atentos para áreas de preservação permanente, de reserva legal, que também serão recuperadas a partir do incremento de uma atividade valorizada e que poderá arcar, ainda mais, com foco sobre o não desmatamento  e a recuperação de áreas degradadas”, explicou o presidente da União Nacional dos Exportadores de Carne.
 
  “Além dos reconhecimentos comercial, econômico e financeiro, é preciso buscar o reconhecimento moral acerca do esforço do setor produtivo em torno da sustentabilidade ambiental”, finalizou o representante da Uniec.
Bovinocultura – A bovinocultura é um dos principais destaques do agronegócio brasileiro no cenário mundial. O Brasil é dono, segundo o Ministério da Agricultura, do segundo maior rebanho efetivo do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças, e desde 2004 assumiu a liderança das exportações com um quinto da carne comercializada internacionalmente e vendas em mais de 180 países.
    O rebanho bovino brasileiro proporciona o desenvolvimento de dois segmentos lucrativos, as cadeias produtivas da carne e leite. O valor bruto da produção desses dois segmentos, estimado em R$ 67 bilhões, aliado à presença da atividade em todos os estados brasileiros, evidenciam a importância econômica e social da bovinocultura em nosso país.
O clima tropical e a extensão territorial do Brasil contribuem para esse resultado, uma vez que permitem a criação da maioria do gado em pastagens. Além disso, o investimento em tecnologia e capacitação profissional; o desenvolvimento de políticas públicas, que permitem que o animal seja rastreado do seu nascimento até o abate; e o controle da sanidade animal e segurança alimentar contribuíram para que o País atendesse às exigências de mercados rigorosos e conquistasse espaço no cenário mundial.
A partir de 28 de maio, mais de seis milhões de cabeças do Pará, localizadas em propriedades das regiões que estão recebendo a certificação internacional, estarão credenciadas a ganhar mercado e credenciar ainda mais a pecuária paraense.
 
Imagem ilustrativa da notícia.
 
Christina Hayne- Ascom

Cesco promove encontro estadual de educação sanitária

A Coordenadoria de Educação Sanitária e Comunicação (Cesco) realizou entre os dia 7 e 8 de abril, na sede da Adepará, o primeiro encontro estadual da equipe de educação sanitária.
  O evento reuniu os fiscais estaduais agropecuários com objetivo de padronizar as ações do campo no Estado no que diz respeito à educação sanitária, ressaltou Thais Leão, gerente da Cesco. “Os colegas fazem as atividades educativas, mas as informações, por diversos fatores, são perdidas e não chegam até nós em tempo hábil. Então criou-se a equipe estadual para ser o braço da Cesco no interior”, explicou.

O encontro serviu, principalmente para definir e ajustar a maneira de como a equipe vai atuar no campo. No total, são 27 fiscais agropecuários estaduais na equipe, entre médicos veterinários e engenheiros agrônomos, que terão a responsabilidade de orientar os colegas nas regionais sobre as atividades educativas, bem como de resgatar as informações acerca das ações realizadas naquelas localidades.
  “Eles serão responsáveis por orientar os colegas de como mandar e o que deve conter nos relatórios, como fazer uma palestra e postura numa reunião, entre outras atividades. Ficarão responsáveis pela orientação e resgaste das ações à sede, pois a Adepará está mais atuante do que se tem nos registros”, frisou a gerente.

Claudiane Santiago – Ascom

 Imagem ilustrativa da notícia.

Decreto “segura” pescado

29/03/2014 – Amazônia Jornal – Gerais

 

Governo quer garantir abastecimento do produto in natura durante período da Semana Santa no estado

Foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado (DOE) o Decreto de Nº. 995/14, assinado na última quinta-feira pelo governador Simão Jatene, que suspende a emissão de documentos necessários para a movimentação de pescado “in natura”, fresco, resfriado e salgado para fora do estado do Pará. A medida é válida no período que antecede a Semana Santa, de 1º a 18 de abril, e visa garantir o abastecimento interno e um equilíbrio no preço do produto. Há exceção somente para peixe congelado com selo do Serviço de inspeção Federal/SIF e produzido por indústrias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A fiscalização será feita nas barreiras das divisas com os Estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso, nas estradas e nos entrepostos fluviais. A vistoria começará no mesmo período em que consta a validade do decreto e será realizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). De acordo com o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Roberto Sena, o Pará produz cerca de 200 mil toneladas de peixe por ano. Isso torna o Estado o maior produtor do País. Porém, a ausência de uma política macro para o setor da pesca, a falta de caixas coletoras e a inexistência de entrepostos pesqueiros para armazenar o pescado no período de alta produção, faz com que o peixe sofra altas consecutivas nas tabelas de preços.

“Acontece que, a partir de novembro o pescado fica mais raro, por condições naturais. Mas as exportações continuam a exigir praticamente a mesma demanda. Isso faz com que o peixe vá subindo de preço nos meses que sucedem. Este ciclo é o mesmo há 26 anos”, argumenta. Sena afirma que o decreto tem como objetivo garantir o abastecimento do mercado interno, de forma emergencial, e assegurar um preço mais acessível para a população. “É possível que haja redução de preço em função da grande quantidade de pescado”, enfatiza o supervisor. “O que nós esperamos é que baixe, mas se não subir já está de bom tamanho”, avalia.